sábado, 13 de novembro de 2010

lol's (Narrativa)

Senhorita Delacour, quer falar sobre o que hoje? – Perguntou Ana minha psicóloga!

Toda sexta-feira eu tinha um horário com ela, às 14:30h e mais uma vez eu estava deitada naquele divã compartilhando com ela situações da minha vida.
dizendo... - A vizinha sai de casa todos os dias as 17h da tarde... – ela me interrompeu e disse:
-O que tem sua vizinha?– eu a ignorei e comecei novamente a falar exatamente desde o começo.
- Quando eu comecei a morar naquela rua a minha vizinha Cléo sempre foi muito gentil comigo, quando nos encontrávamos ela sorria, ou me dava um oi, mas nunca paramos e ficamos mais do que cinco minutos conversando, não tínhamos aquela aproximação para eu poder perguntar algo “particular” digamos assim, eu nunca via ninguém na casa dela, parecia sempre solitária, mas tinha um porém ela sempre saia de casa as 17h, era como se aquilo fosse uma tradição, ela se arrumava toda, colocava certamente o seu melhor perfume que exalava por todos os lados e sempre levava a sua bolsa, eu tinha curiosidade de saber o que ela fazia todos os dias no mesmo horário, trabalhar? talvez um encontro? Eu me perguntava às vezes, por isso um dia eu resolvi segui-la e não acreditei no que meus olhos viram, comecei então a seguir ela todos os dias para ver se isso iria acontecer novamente.
- Continue – Ana disse sem um pingo de importância.
- Ela saia de casa, nem trancava a porta, andava calmamente pela rua, com um ar de que tudo iria dar certo sabe? Ela estava sempre com a cabeça levantada e com um sorriso enorme em seu rosto, ela parecia saber o que fazia, além de tudo parecia muito feliz. Ela sempre passava no mercado e comprava uma garrafinha de água, sentava em um banquinho do outro lado da rua e ficava ali uns 10 minutos, depois ela colocava a garrafinha no lixo, mas sempre jogava a tampinha no chão.
- Ela agia tranquilamente, parava sempre na frente de uma loja para ver as roupas e sapatos, ou simplesmente era apenas um pretexto, Cléo passava por uma banca de jornal e sempre comprava uma revista, lia pelo caminho, quando chegava a esquina de um beco chamado flores, ela colocava a revista dentro da bolsa e seguia tranquila, naquela ruazinha minúscula havia um casarão, onde muitas pessoas moravam, ela ficou no meio da rua e esperou um pouquinho, então depois de uns 3 minutos um rapaz saiu, ele tinha o cabelo preto e uma pele bronzeada, acho que esse seria o tipo de homem que ela gostava, ela o chamou com um: ei, oi? Foi então na direção daquele homem e a única coisa a mais que eu escutei foi: tudo bem Luiz?
O rapaz negava alguma coisa, eu ainda estava na esquina não tinha nem como saber ao certo o que falavam, mas vi o momento que ela mexia em sua bolsa e tirava alguma coisa que logo em seguida o golpeou no peito, ele caiu no chão e eu pude ver o que ela havia nas mãos, era uma faca.
Sem dó ela continuou esfaqueando ele, e depois levantou sutilmente pegou em sua bolsa uma toalhinha de rosto pequena e limpou a faca, para guardar, logo após saiu tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
Eu não podia fazer nada então fui para a casa antes que ela me visse, joguei atrás da porta meu sapato, e coloquei a minha bolsa em cima do sofá, subi as escadas e fui me deitar, não acreditava naquilo, mais acabei pegando no sono.
Os outros dias eu fiz a mesma coisa, segui minha vizinha até o casarão, e ela repetia sempre os mesmos passos, fazia a mesma coisa, e saia como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse sido ela e como se soubesse que ninguém iria ver ou suspeitar dela.
- Você deveria falar para policia – disse Ana me olhando sem nem ao menos se importar com o que eu disse.
- Eu já falei, eles não fizeram nada no momento, mas disseram que iriam investigar depois. Essa é a nossa policia.
-Pois é, bom já são 15:30, nos falamos sexta que vem?
- claro. – eu disse com um sorriso estampado no rosto.
O bom de conversar com Ana é que sei que ela nunca dá importância para essas coisas, a menos se tiver a ver com o marido ou seu filho, por isso eu divido com ela as situações mais inovadoras para mim, mas é claro que nunca poderia falar a verdadeira história.
Eu saí do consultório de Ana, e fui para a casa, tomei um ótimo banho e me arrumei, coloquei a minha melhor roupa, meu perfume com um cheiro doce, saí de casa às 17h em ponto com minha bolsa, passei no super mercado comprei uma garrafinha de água mineral, tomei enquanto estive sentada no banquinho, depois joguei a garrafinha no lixo, e como sempre eu fazia a tampinha joguei no chão, saí de lá vi algumas vitrines depois fui para a banca de jornal, comprei uma revista e segui em direção ao beco das flores encontrar com o Luiz, aquele que me desprezou, aquele que eu nunca deveria ter conhecido, aquele que iria pagar por todas as coisas que fez para mim, por isso eu estava sempre animada.

Fim

Por: Fabiana /1º Ano/ CNEC /2010

Se eu tivesse você

Se eu tivesse você
Tudo seria mais fácil
O vento seria mais ágil
E nada seria tão hostil
Como as margens do meu perfil

Se eu tivesse você
Seria mais verde a grama
Não valeria tanto a fama
Eu apostaria nesse drama

Se eu tivesse você
Não precisaria ter medo
Você sabe o meu segredo
Talvez o dia amanhecesse mais cedo
E eu não seria apenas um brinquedo


Se eu tivesse você
Tudo mudaria em um segundo
Talvez o abismo tivesse fundo
Pois você seria o meu mundo

Se eu tivesse você
Não precisaria me preocupar
Você me faria sonhar
É só com você que eu queria estar
E só você que eu iria amar

Se eu tivesse você
As horas passariam voando
Talvez eu estivesse sempre sonhando
E não acreditaria do que estão me contando

Se eu tivesse você
Nada teria um fim
As coisas seriam assim
Como em um final feliz
Fabiana

Liberdade

O bom da liberdade é poder voar, voar bem alto, fingir que as nuvens são como lindas e enormes almofadas brancas de cetim, onde você pode pular a vontade que nunca irá cair.
O bom da liberdade é acordar todas as manhã sem rumo, sem destino, andar pelas ruas da cidade sabendo que pra onde você vai, ou quando vai voltar não está nada marcado, é você quem escolhe o seu caminho e o seu horário.
O bom da liberdade é saber que  você pode ir para o infinito e encontrar as mais belas estrelas do céu, viajar na lua e visitar a imensidão que o universo irá lhe mostrar.
O bom da liberdade é saber que você tem chances pra tudo, como se tivesse muitas possibilidades pra você aproveitar o que mais há de bom em toda a vida.
O bom da liberdade é saber que há outro mundo em que os rios são de chocolate e no final de cada arco-íris existi um pote de ouro.
O bom da liberdade é fazer exatamente o que você quer, não se importar com a opinião dos outros, é só ligar para o que você pensa e ninguém tem o direito de interferir nisso.
O bom da liberdade é sentir o vento no cabelo, saber que você fez uma loucura e não se arrepender da adrenalina que você sentiu naquela tarde de outono.
O bom da liberdade é saber que você pode respirar fundo todas as manhãs e fazer o que quiser, acreditar no mundo paralelo onde seus sonhos se tornam a mais pura realidade, é acreditar que existe um lugar encantado onde você passará boa parte do seu tempo, e de fato existe, está dentro de você.
O bom da liberdade é saber que você quebrou as regras da sua própria rotina, fez alguma coisa diferente e teve vontade de continuar.
O bom da liberdade é saber simplesmente que você faz suas própria regras.
Fabiana

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Muitas coisas podem acontecer com o decorrer dos anos.
Para mim há vários caminhos, todos eles me parecem ser bem difíceis, mas estou disposta a lutar por aquilo que eu mais quero, fazer a faculdade logicamente de oceanografia, de todos os cursos que eu participei que achava que me interessava o mais complicado e difícil foi esse, abrange matemática, física, química, biologia e geologia,  mesmo assim foi o que eu mais me identifiquei  apesar de ter que estudar muito estou disposta a arriscar. Eu não espero morar em tijucas pelo resto da minha vida, eu penso mais longe, talvez mais além do horizonte, também não quero conseguir as coisas apenas por meus pais, eu estou aqui mais de qualquer jeito, estou  aqui por eles. Queria conseguir algo que fosse apenas meu, talvez eu abandone tudo e siga mais uma vez o meu caminho que estou determinada a seguir apenas para ter o que eu quero já que muitas coisas que eu tentei não deram certo e tenho certeza que nunca mais irão dar, apesar de ser tudo aquilo que um dia eu pensei em conseguir, meus planos acabam sendo outros nesse instante.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Achmed - O terrorista morto (Legendado)

"Annabel Lee" - Edgar Allan Poe

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

{Traduzido por Fernando Pessoa}

Tim Burton - Vincent {1982}


Vincent Malloy is seven years old,
He’s always polite and does what he’s told.
For a boy his age he’s considerate and nice,
But he wants to be just like Vincent Price.
He doesn’t mind living with his sister, dog and cat,
Though he’d rather share a home with spiders and bats.
There he could reflect on the horrors he’s invented,
And wander dark hallways alone and tormented.
Vincent is nice when his aunt comes to see him,
But imagines dipping her in wax for his wax museum.
He likes to experiment on his dog Abacrombie,
In the hopes of creating a horrible zombie.
So he and his horrible zombie dog,
Could go searching for victims in the London fog.
His thoughts aren’t only of ghoulish crime,
He likes to paint and read to pass the time.
While other kids read books like Go Jane Go,
Vincent’s favorite author is Edgar Allan Poe.
One night while reading a gruesome tale,
He read a passage that made him turn pale.
Such horrible news he could not survive,
For his beautiful wife had been buried alive.
He dug out her grave to make sure she was dead,
Unaware that her grave was his mother’s flower bed.
His mother sent Vincent off to his room,
He knew he’d been banished to the tower of doom.
Where he was sentenced to spend the rest of his life,
Alone with a portrait of his beautiful wife.
While alone and insane, encased in his tomb,
Vincent’s mother suddenly burst into the room.
“If you want to you can go outside and play.
It’s sunny outside and a beautiful day.”
Vincent tried to talk, but he just couldn’t speak,
The years of isolation had made him quite weak.
So he took out some paper, and scrawled with a pen,
“I am possessed by this house, and can never leave it again.”
His mother said, “You’re not possessed, and you’re not almost dead.
These games that you play are all in your head.
You’re not Vincent Price, you’re Vincent Malloy.
You’re not tormented, you’re just a young boy.”
“You’re seven years old, and you’re my son,
I want you to get outside and have some real fun.”
Her anger now spent, she walked out through the hall,
While Vincent backed slowly against the wall.
The room started to sway, to shiver and creak.
His horrid insanity had reached its peak.
He saw Abacrombie his zombie slave,
And heard his wife call from beyond the grave.
She spoke from her coffin, and made ghoulish demands.
While through cracking walls reached skeleton hands.
Every horror in his life that had crept through his dreams,
Swept his mad laugh to terrified screams.
To escape the madness, he reached for the door,
So he and his horrible zombie dog,
But fell limp and lifeless down on the floor.
His voice was soft and very slow,
As he quoted
The Raven from Edgar Allan Poe,
“And my soul from out that shadow floating on the floor,
Shall be lifted –
Nevermore!”

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meu reflexo


 
Meu reflexo, meu mundo paralelo de sonhos ocultos que se move dentro de mim, me tornando assim o meu outro eu.
Meu reflexo, mar de ilusões totalmente sobrepostas guardadas aqui, onde só divido comigo mesma e mais ninguém.
Meu reflexo, minha visão do mundo desigual, a janela que invade meu ser e transgride para minha alma o que apenas os meus olhos veem.
Meu reflexo, mais que tudo, o que eu sou ou posso ser, tudo depende apenas de mim mesma para que isso aconteça.
Meu reflexo, nele vejo as marcas do passado, vivencio o meu presente e tento sonhar com o mais belo futuro que um dia eu poderei ter.
Meu reflexo, aquilo que se mostra, que fica exposto ao meu olhar para eu poder fazer uma condenação que bem eu entenda de mim mesma e mais ninguém.
Meu reflexo, marcas de um caminho recem cruzado, chegado no final com tanto esforço e pronto para mais um dia de luta.
Meu reflexo, meu eu, meu ser, aquilo que só é de meu interesse e dos olhos curiosos que tentam me conhecer mais só que no fim não chegam nem a metade do propósito.
Meu reflexo, a janela de um mundo visível para o invisível incontestante, onde eu me faço dona, e sigo minha própria regra que redijo no relento, ocultando assim as marcas de um esboço e deixando claro para os quatro ventos o que eu imponho.
Meu reflexo, e de mais ninguém, meu único ser compatível comigo, onde sempre me entenderá mais do que ninguém e irá me conhecer profundamente por que eu sou o meu próprio reflexo.
Tudo o que eu queria, era ter você aqui comigo para sempre!

Paixão?!

É o abandono da vigilância. A paixão invade, pode fazer com que você negligencie tudo. A paixão se organiza dentro da ansiedade e da urgência. O sentimento primordial é a necessidade absoluta do outro.
É a necessidade de se sentir vivo. Geralmente, as pessoas se apaixonam quando estão se sentindo mal, insatisfeitas consigo mesmas e com os outros. Nessas situações, uma paixão faz a pessoa sentir que está vivendo intensamente. Claro que não se pode negligenciar a escolha da pessoa por quem se vai ficar apaixonado, mas o mecanismo passional vem antes. É acionado quando começamos a desejar algo que nos traga uma nova energia vital. A paixão toca no que existe de mais profundo na existência de cada um. É uma auto-terapia excelente e um antidepressivo muito eficaz. Há um aspecto mortífero na paixão. Os apaixonados tendem a ir além de suas forças, com uma percepção alterada da realidade. O resto do mundo não existe mais.

Como o melhor jeito de começar falando sobre isso se não defini-la?!
Eu estou muito apaixonada, talvez seja isso que de fato esteja alegrando um pouco mais a minha vida!
É tão bom, tirando a parte da decepção, aquela hora que vai tudo acabar e mais nada sobrará.
mais o que vale é a felicidade momentânea *-*

15 Anos

#31-Outubro-2010
Domiingo, re-eleição e a dilma se tornou a primeira presidente (mulher, esperamos) do Brasil.
Completei 15 anos nesse domingo, e contrariando tudo e todos, digamos que eu me considere uma garota completamente diferente de todas da minha idade.
Normalmente quando os pais dissessem: Vamos fazer uma festa para você de debutante, com tudo o que você tem direito, vestido, cascata de champanhe, valsa, bolo gigantesco com 5 camadas, etc. Uma filha normal diria que aceitaria, por que sempre foi o que ela sonhou, por que tudo o que sempre quis fazer foi uma linda festa quando completasse 15 anos, com direito a  tudo, bom, eu ia dizendo que não sou uma garota nada tradicional para mim 15 anos não quer dizer nada, muito menos a passagem de menina para mulher, por que hallooo 15 anos no máximo é uma moça de acordo com a escala: (Bebê, menina, garota, moça e mulher), mas na real é a passagem da pré adolescencia para adolescencia (Sou uma adolescente óóóó, sauhsuhs). E é como qualquer outro aniversário, apenas ficamos mais velhas e mais perto da morte o que a maioria das pessoas não pensam nisso, mas como sou eu né, sausahusah Eu recusei qualquer tipo de festa que foi proposta para mim, de baile de debutante (perca de tempo e mó idiotice) até uma simples festa (perca de tempo e mó idiotice).
Não sei ainda por que faço questão de ser assim e de pensar apenas do meu modo de vista, talvez ninguém nunca mude minha opinião, talvez se EU achar que devo, aí é por mim mesma!
Ta certo, gostos mudam me lembro quando eu brincava com minha coleção da barbie (sim, eu fui uma criança aparentemente normal, mas muito sozinha), me lembro quando eu corria em volta do jardim na chuva e fazia questão de me molhar, isso já não mudou, ushushush ainda tenho meus momentos de criança, coisas que eu fazia na infância e ainda continuo fazendo, mais gostos, eles vão se aprimorando com o tempo, mudando de rumo, a gente conhece coisas novas e a transforma em coisas que gostamos de fazer, bom eu tinha CDs de sandy e júnior, xuxa, Eliana, angélica, gostava de purê de batata hoje já não gosto mais, já não escuto as mesmas musicas já não aprecio tanto os desenhos como antigamente, já vejo o mundo de um outro jeito, já não sou mais aquela filinha de papai que adorava comprar roupas cor-de-rosa da lilica ripilica. A diferença é que crescemos, nos tornamos fãs de coisas recém descobertas e as vezes odiamos coisas tão normais que todo mundo gosta para talvez se destacar da multidão, ou apenas por ser esse mesmo o nosso jeito de qualquer forma todas as pessoas tem uma base de tudo quando é criança, mais nunca me ensinaram que eu teria tantas escolhas para fazer, que a vida seria difícil, que pessoas que amamos morreriam, que o amor faria a gente sofrer que a realidade era completamente outra da que pensávamos ser.
O pior é ter que aprender essas coisas sozinha, sem ninguém ao seu lado que dissesse como você precisaria fazer para poder driblar isso de você mesma, eu por fim aprendi, e continuo sempre aprendendo a cada dia que passa, a cada minuto do relógio, a cada movimento que faço, eu continuo aprendendo.

Mais a única coisa boa que aconteceu de diferente foi quem realmente se importou com isso, alias, comigo por causa disso, percebi mesmo que nunca podemos viver sozinhos, sempre temos que ter amigos ao seu lado seja para o que for. Um abraço vale muita coisa, talvez quem devesse ler nem leia isso, mais de fato estou fazendo uma mini homenagem para meus dois melhores amigos: O João e a Débora!

A Débora e eu nunca fomos completamente iguais, gostamos de coisas iguais as vezes por coincidencia por que geralmente somos muito opostas em relação ao modo de pensar e a gostos! Mais eu sei o quanto ela me ama e não vive sem mim, como ela sabe que eu sempre vou precisar de uma bocuda ao meu lado para tornar minha vida um pouquinho mais feliz. Eu a amo muito, de todas as amizades que foram embora, a nossa tinha tudo para acabar e mesmo estudando em colégios diferentes e morando cada uma de um lado da cidade, ainda continuamos nos falando quase sempre, e compartilhando momentos muito bons a todo momento, como também os ruins, eu sei que posso confiar nela, sei que ela vai ser sincera comigo como também sou com ela.

Já o João ele foi o meu único MELHOR AMIGO até os dias de hoje, compartilhamos muitas coisas, e também temos muitas coisas em comum, as vezes fico impressionada com tantas coisas que vemos de uma mesma forma, claro, existem as diferenças convencionais logicamente, mas é ele que me faz sentir bem mesmo eu estando no meu pior dia, ele afasta de mim quase todas as coisas ruins, e as que ficam ele as transforma em coisas boas, eu sinceramente não sei o que faria sem ele, mesmo a gente brigando de vez enquanto por coisas que eu tento bloquear em minha mente, motivos fúteis e idiotas que já nem lembro mais, sei que sempre no final seremos amigos por que sei que a amizade de ambos é a coisa mais preciosa que tem entre nós dois, ela é resistente, forte... As vezes eu falo coisas que não quero falar para ele, mais ele me irrita suauhauas, mesmo assim eu amo ele, apesar de tudo a melhor coisa para mim saber é que ele continua sendo ainda meu amigo, meu melhor amigo, que ainda faz parte da minha vida, que ainda me atura é a pessoa mais importante para mim.

Tenho tanta coisa para falar de cada um, mais com certeza os dois são as pessoas mais especiais no meu mundo! Amigos, nunca conseguiremos viver sem eles *-*


Sabe quando você acha que já sabe as respostas de todas as coisas e vem a vida e as confundi trazendo mais novas perguntas?

--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--x--

Tudo começou com apenas um sonho, para mim algo inimaginável mais de fato partido do meu subconsciente, talvez não fosse real, apenas um sonho, depois a continuação dele, talvez obsessão ou fixão pelo sonho ocasionasse isso, mais quando você ainda continua sonhando da mesma parte em que parou o sonho, deve significar que a vida tem alguma coisa para lhe mostrar, ou talvez para você aprender.
Sonhos acabam sendo apenas sonhos no final, mais quando eles se juntam a realidade não é nada bom, você tinha certeza de uma coisa e agora já não tem mais, será coincidência? ou de fato....
Meu professor de sociologia disse que "os sonhos são coisas tão normais, tão monótonas apenas vindos do consciente" (não posso retrucar muito, mas odeio ele) Eu discordo plenamente, talvez ele não soubesse o que cada pessoa sonha, e talvez para todos isso seja de certa forma diferente.Os sonhos são mais complexos do que se imagina, eles não apenas são nossos desejos e sim talvez uma ponte do visível para o invisível.

P.S.: Tenho que fazer uma visitinha a um psiquiatra!