domingo, 18 de julho de 2010

O mesmo de sempre, o mesmo de tudo.

É a mesma coisa o mesmo contexto, tudo como deveria ser em seu lugar de sempre. Mais algo com certeza está errado, tudo está tão estranho, talvez diferente, com um ar de diversificação, eu me vejo em frente ao espelho e não consigo me reconhecer, será que eu mudei mesmo? Ou então, tudo não passa da mais pura irrealidade realista?
Só sei que estou enjoada de tudo ser igual a todos os dias, da mesma brisa de todas as manhãs entrarem em contato com a minha pele quente de quando eu recem saio de casa e vou para onde sempre acabo indo, depois minha pele se acostuma por hábito, e logo em seguida fica fria, fria como sempre. O mesmo sempre de tudo.
Nada do que eu vejo é diferente de todas as manhãs que já presenciei, e ao passar do dia, até chegar novamente a madrugada pura e sombria de todas as noites, mais mesmo assim eu ainda me pergunto... Como posso olhar na frente do espelho, sabendo que sou eu, e mesmo assim no mesmo período de tempo não me reconhecer? Será que nunca prestei tanta atenção em mim assim, para chegar um dia e desconfiar de quem eu sou? Ou será apenas por não saber simplesmente quem eu acabei me tornando.
Certas coisas, as mesmas coisas de sempre me fazem querer mudar, mas o costume não me deixa, as horas sempre acabam sendo as mesmas, entrei em uma rotina desafiadora, que me vejo contra mim mesma de frente a frente, e nesse duelo ninguém ganha e também ninguém perde. Mais nessa história a brisa gelada de todas as manhãs continua, com ou sem um momento de chuva.
O mesmo de sempre, o mesmo de tudo.
(aaahh eu tava inspirada qual é? suhsauhsauhsa ;D)