Eu estava sentada em um bando de madeira que fazia parte de uma pracinha próximo a minha casa, pensando em como a minha vida era sem o Maicon, ou seja, chata, sem graça, horrível, parecia que tudo e todos estavam contra mim, mas quando ele apareceu o preto e o branco começou a ficar colorido, ele me deu motivos para querer continuar, para sonhar e principalmente ser feliz.
Eu já estava no terceiro ano, já tinha 17 anos e eu sabia o que eu queria, e queria além de tudo ficar com o Maicon por todo o sempre.
Já deveria ser umas 9h da noite, a pracinha era escura, a única luz que havia por perto era de um poste do outro lado da rua a neblina era intensa mesmo assim no céu eu podia ver aquele brilho de milhões de estrelas, mas quando escutei alguns passos, direcionei meu olhar para alguém que estava vindo em minha direção, de repente eu comecei a ficar gelada, meu coração batia pausadamente e aquele silencio todo não ajudava nem um pouco, eu me perguntava "quem pode ser?", a cada segundo aquela pessoa se aproximava mais de mim e eu não conseguia identifica-la por causa da neblina e pouca luz, quando se aproximou um pouco mais pude perceber que era um homem pelo cabelo curto e que trazia algo em suas mãos que eu não consegui identificar, com passos calmos aquele homem se aproximou mais, agora a um metro de distancia de mim eu já podia ver quem era, ele estava com um tenis preto, os cadarços vermelhos, usava uma calça jeans escura e uma camiseta branca, os olhos dele eram em um tom de azul que eu apreciava, seus olhos fixos nos meus agora meu coração não batia mais pausadamente e sim rápido de mais, meus olhos se encheram de lágrimas que começaram a deslizar sobre meu rosto morno sem que eu quisesse, em um movimento inesperado ele se ajoelha diante de mim e entrega-me o que havia em suas mãos, após isso olhando ainda fixamente em meus olhos ele tira uma caixinha pequena preta do bolso e dizendo enquanto abria:
- Maria Eduarda, você aceita se casar comigo?
Eu olho bem para os olhos dele, percebendo que em seu olhar seus olhos me diziam com ternura que ele queria realmente isso e digo em seguida.
- Aceito.
O Maicon abriu aquele lindo sorriso, pegou o buquê de lindas rosas vermelhas do meu colo e as colocou cuidadosamente ao meu lado no banco, tirou uma aliança da caixinha e a encaixou perfeitamente no meu dedo da mão esquerda.
Chorando eu me levantei e segurando nas mãos dele o puxo calmamente para cima para que ele ficasse em pé também, o abracei fortemente e ele disse:
- Tem certeza disso?
Então o encaro enquanto ele enxugava minhas lágrimas, eu sorri e disse com toda a certeza que havia dentro de mim:
- Tenho certeza sim, você é tudo aquilo que eu sempre sonhei e tudo aquilo que eu nunca vou querer deixar ir embora. Eu te amo!
Nos beijamos e aquele momento pôde ser apreciado pela chuva, que começou a cair de repente como se quisesse selar aquela noite, e sempre será lembrado por mim e aquelas milhões de estrelas no céu.
Fim
